Perspectivas Divergentes Marcam o Bitcoin: Crescimento Constante e Ciclos de Mercado em Debate
São Paulo – O mercado de criptoativos observa de perto o desempenho do Bitcoin (BTC), com analistas oferecendo visões distintas sobre seu futuro próximo e a longo prazo. Enquanto alguns preveem retornos consistentes, a incerteza paira sobre a continuidade de seus tradicionais ciclos de mercado.
Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, expressou na última sexta-feira, em entrevista à CNBC, que o Bitcoin pode apresentar retornos sólidos nos próximos dez anos. Contudo, ele pondera que ganhos anuais excepcionalmente grandes são improváveis. “Acredito que estamos em uma década de crescimento ascendente com retornos fortes. Não espetaculares, mas fortes, com menor volatilidade, e algumas oscilações”, afirmou Hougan. Ele mantém sua previsão de que 2026 será um ano positivo para o Bitcoin, uma perspectiva que ele compartilhou inicialmente em julho, antes do ativo atingir uma nova máxima histórica de US$ 125.100 (equivalente a R$ 750.600) em outubro.
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Ciclo de Quatro Anos e o Papel dos Investidores
Por outro lado, Sebastian Beau, diretor de investimentos da ReserveOne, levanta a questão se o ciclo de quatro anos do Bitcoin — um padrão histórico de alta e baixa que muitos atribuem aos eventos de Halving (redução pela metade da recompensa por bloco) — estaria “morto”. “As máximas históricas foram de US$ 125.000 (R$ 750.000) no início de outubro, e hoje estamos perto de US$ 87.000 (R$ 522.000), uma queda de 30% relativamente rápida, bastante dolorosa”, observou Beau.
Participantes do mercado estão divididos sobre o fim desse ciclo. O momento das máximas de outubro do Bitcoin espelha picos de ciclos de quatro anos passados, o que poderia sugerir um ano de baixa em 2026. Hougan atribui parte do declínio do Bitcoin no final do ano à “multidão de varejo de movimento rápido” (investidores individuais) que giraram suas posições na “antecipação desse ciclo de quatro anos”.
No momento da publicação, o Bitcoin é negociado a US$ 87.818 (R$ 526.908), registrando uma queda de 3,81% nos últimos 30 dias, segundo dados do CoinMarketCap.
Compra Institucional Protege a Queda
Hougan destaca que o Bitcoin caiu 30%, em vez dos 60% observados em ciclos anteriores, devido à “compra institucional persistente e de movimento lento” (aquisição por grandes instituições financeiras). No entanto, alguns analistas permanecem cautelosos. O veterano trader Peter Brandt, por exemplo, previu recentemente que o Bitcoin poderia cair para até US$ 60.000 (R$ 360.000) até o terceiro trimestre de 2026.
Impacto da Administração Trump no Preço do Bitcoin
O Bitcoin iniciou 2025 atingindo novas máximas históricas perto de US$ 109.000 (R$ 654.000) após a posse de Donald Trump como presidente dos EUA, evento que foi amplamente considerado um catalisador para a valorização do ativo no início do ano.
Contudo, Hougan argumenta que a administração Trump provavelmente não oferecerá muito mais impulso para o preço do Bitcoin. “Não há muito mais que eles possam fazer marginalmente pelo Bitcoin”, disse Hougan, apontando para o posicionamento regulatório mais claro do ativo. Beau compartilha uma visão semelhante: “Sabemos que é um ativo commodity e isso foi explicitado pela SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA)”.
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Fonte: Cointelegraph (Tradução e Adaptação: GranaBit)



