O Bitcoin (BTC) encerrou o mês de abril com um robusto ganho de 11,87%, marcando seu melhor desempenho mensal em um ano e despertando otimismo no mercado de criptomoedas. Com este resultado, a principal moeda digital mira em maio, um mês que historicamente apresenta retornos médios de cerca de 8%.
A performance de abril foi a mais forte do Bitcoin desde abril de 2025, quando a criptomoeda entregou um retorno de 14,08%, conforme dados da CoinGlass. No entanto, o valor ficou ligeiramente abaixo da média histórica de abril, que é de 12,98%. Apesar de não ter superado a média, o fechamento positivo trouxe um senso de alívio. “Ainda há um longo caminho para voltar aos ATHs (máximas históricas), mas é bom ver algum verde”, comentou Nic Puckrin, fundador da Coin Bureau, em uma publicação no X (antigo Twitter) na sexta-feira. O trader Daan Crypto Trades também destacou o momento, afirmando que “após 5 velas mensais vermelhas consecutivas, o Bitcoin fechou agora 2 no verde, causando algum alívio no mercado”. Atualmente, o Bitcoin é negociado a US$ 78.190 (equivalente a R$ 469.140,00, considerando a taxa de R$ 6,00 por dólar), representando uma queda de aproximadamente 38% em relação à sua máxima histórica de US$ 125.100 (R$ 750.600,00), atingida em outubro passado.
A crença de que a história se repete é um pilar para muitos investidores no universo cripto, levando à constante comparação entre os desempenhos mensais e a antecipação dos movimentos futuros. Contudo, essa expectativa se mistura com uma dose de cautela. O Crypto Fear & Greed Index (Índice de Medo e Ganância Cripto) registrou um nível de “Medo” de 39 pontos na sexta-feira, sugerindo que os investidores ainda mantêm uma postura de prudência.
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Os analistas, por sua vez, estão divididos quanto às perspectivas de curto prazo para o Bitcoin. A empresa de análise CryptoQuant, por exemplo, alertou para o risco de um declínio de preços por vários meses, impulsionado principalmente pela atuação de traders de contratos futuros (apostas alavancadas em preços futuros). Em contraste, vozes mais otimistas, como Michael van de Poppe, fundador da MN Trading Capital, defendem que o Bitcoin pode não precisar de um novo gatilho ou “narrativa” para reaver o patamar psicológico de US$ 100.000 (R$ 600.000,00). “Não precisa haver uma narrativa que empurre o preço para cima”, disse van de Poppe no X, questionando a necessidade de um motivo externo para o BTC atingir os US$ 100 mil. A última vez que o Bitcoin negociou acima de US$ 100 mil foi em 13 de novembro, apenas um mês após um significativo evento de liquidação de US$ 19 bilhões (R$ 114 bilhões) no mercado cripto, ocorrido em 10 de outubro.
Entenda o movimento
- O Bitcoin registrou um ganho de 11,87% em abril, seu melhor resultado mensal em um ano, superando uma sequência de cinco meses de quedas e trazendo alívio ao mercado.
- Apesar do otimismo de alguns, o sentimento geral dos investidores permanece cauteloso, com o Índice de Medo e Ganância indicando “medo”, e analistas divididos sobre a sustentabilidade da recuperação atual.
- O desempenho histórico de maio, com retornos médios de cerca de 8%, é um ponto de atenção, ao passo que a criptomoeda ainda busca reverter a desvalorização de 38% de sua máxima histórica de R$ 750.600,00.
Enquanto o mercado pondera sobre os próximos passos, a recente recuperação do Bitcoin oferece um respiro. No entanto, a incerteza persiste, com o sentimento dos investidores ainda pautado pelo medo e a comunidade de analistas dividida sobre a sustentabilidade do movimento. Acompanhamos de perto para ver se a história se repetirá para o Bitcoin neste mês de maio.
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Fonte: cointelegraph.com (Adaptação: GranaBit)



