Instituições Adquirem Mais Bitcoin que Mineradores em Início de 2026, Indicando Potencial Sinal de Alta Histórico
São Paulo, Brasil – A primeira semana de 2026 marcou um movimento notável no mercado de criptoativos: instituições financeiras e corporativas compraram mais Bitcoin (BTC) diariamente do que a quantidade adicionada à oferta pelos mineradores. Este fenômeno é historicamente observado como um sinal de alta (indicador que sugere uma tendência de valorização) para o preço do BTC, com o padrão começando a se repetir.
Pontos Chave:
Leia também
- Instituições têm atuado como “compradores líquidos” (aquisição superior à venda) de Bitcoin por oito dias consecutivos, conforme métricas de acompanhamento dedicadas.
- Historicamente, períodos sustentados de compra líquida resultaram em uma valorização média de quase 110% no preço do BTC desde 2020.
- Analistas apontam para a possibilidade de uma recuperação de alívio (aumento temporário no preço após uma queda prolongada) para o Bitcoin, após três meses de perdas.
Compras Institucionais Superam Oferta de Mineradores em 76%
Dados recentes da Capriole Investments, um fundo quantitativo de Bitcoin e ativos digitais, revelam que as compras institucionais de BTC superaram a oferta recém-minerada em quase 76%. Após um período de incerteza no ano novo, que se seguiu a dois meses de queda na demanda, grandes players corporativos demonstram renovado interesse na exposição ao BTC.
A métrica “Net Institutional Buying” (Compra Institucional Líquida) da Capriole, que inclui aquisições por tesourarias corporativas (departamentos financeiros de empresas que gerenciam seus ativos) e fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista nos EUA (produtos de investimento que permitem aos investidores obter exposição ao preço do Bitcoin sem possuir a criptomoeda diretamente), registrou oito dias “verdes” consecutivos. Isso significa que, em cada um desses dias, o apetite de compra institucional líquida foi maior do que a quantidade de BTC adicionada à oferta pelos mineradores. Na última segunda-feira, essa demanda “excedente” totalizou 76%.
Charles Edwards, fundador da Capriole, comentou a respeito dos dados em uma publicação na plataforma X (anteriormente Twitter), afirmando: “As instituições são novamente compradoras líquidas de Bitcoin”. Edwards destacou que, historicamente, a relação BTC/Dólar tem visto ganhos significativos no período após a compra institucional se inverter para positiva em relação à nova oferta minerada. Desde 2020, o aumento médio foi de 109%, com a inversão anterior resultando em uma valorização de 41%.
Analistas Apontam para Possibilidade de Retorno a R$ 600.000 em Janeiro
Timothy Peterson, economista de rede, corrobora as perspectivas otimistas para o desempenho futuro do preço do BTC. Ele concorda que a história está ao lado dos touros (investidores que esperam uma valorização do mercado) após uma retração (queda no preço de um ativo a partir de seu pico) de quase 40% em relação às máximas históricas (os valores mais altos já registrados) de R$ 757.200 (US$ 126.200) de outubro.
“A história favorece um retorno acima de R$ 600.000 (US$ 100.000) para o Bitcoin neste mês. O Bitcoin teve três meses consecutivos de quedas. Isso aconteceu apenas 9 vezes desde 2015”, escreveu Peterson na X na terça-feira. “O que acontece depois? Um mês depois, o Bitcoin foi positivo em 67% das vezes. No entanto, as três instâncias negativas foram todas em 2018 e marcaram o fim daquele mercado de baixa (período de queda generalizada nos preços dos ativos).”
Peterson calculou um ganho médio menor como resultado desse fenômeno, chegando a 15%. Após a abertura de Wall Street na segunda-feira, o BTC/Dólar retornou a R$ 564.000 (US$ 94.000), atingindo seus níveis mais altos desde meados de novembro.
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Fonte: Cointelegraph (Tradução e Adaptação: GranaBit)



