A Kraken, uma das maiores exchanges de criptoativos do mundo, realizou cortes em seu quadro de funcionários, o que pode atrasar o tão aguardado lançamento de sua oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos para o próximo ano. A reestruturação é atribuída, em parte, à crescente eficiência proporcionada pela inteligência artificial (IA) nas operações da empresa.
De acordo com informações divulgadas pela Bloomberg na última sexta-feira (15), citando uma fonte familiarizada com o assunto, a Payward — nome corporativo da Kraken — demitiu cerca de 150 colaboradores. A medida faz parte de um plano de redução de custos e otimização, com a inteligência artificial sendo mais extensivamente utilizada em diversas áreas do negócio.
Embora a IA esteja sendo amplamente integrada, a mesma fonte indicou que a empresa não planeja novas demissões no momento. No entanto, os cortes teriam empurrado os planos de abertura de capital da Kraken, que esperava estrear no mercado americano ainda este ano, para uma nova meta em 2027.
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Este movimento da Kraken reflete uma tendência mais ampla no setor de criptoativos. Empresas relacionadas ao universo cripto já somam mais de 5.000 demissões neste ano, com muitas citando o aumento da eficiência gerada pela inteligência artificial como justificativa para os desligamentos. A Block Inc., por exemplo, protagonizou o maior corte de empregos por uma empresa cripto em 2026, reduzindo 4.000 funcionários — cerca de metade de sua força de trabalho — em fevereiro, também em uma reestruturação motivada pela IA.
Além da busca por otimização via IA, a queda nos preços dos criptoativos desde o final do ano passado também impactou significativamente os balanços de muitas empresas públicas do setor, que registraram prejuízos em seus resultados do primeiro trimestre. Os planos da Kraken para um IPO têm sido intermitentes por meses. Em novembro do ano anterior, a empresa havia feito um pedido confidencial junto aos reguladores dos EUA para abrir capital, mas suspendeu o processo em março devido à desvalorização do mercado cripto. Em abril, Arjun Sethi, co-CEO da Kraken, reiterou a existência do pedido confidencial de IPO, embora sem definir um cronograma preciso.
Entenda o movimento
- Cortes na Kraken: A exchange demitiu cerca de 150 funcionários, atribuindo a medida à busca por eficiência e redução de custos, impulsionadas pela implementação de inteligência artificial em suas operações.
- Impacto no IPO: Consequentemente, o plano da Kraken de realizar sua oferta pública inicial nos EUA, inicialmente prevista para este ano, foi adiado e agora mira 2027.
- Tendência do setor: A Kraken não está isolada. A inteligência artificial tem se tornado um motivo recorrente para cortes de pessoal em companhias cripto. A Dune, empresa de dados de criptoativos, anunciou cortes de 25% de sua força de trabalho na mesma semana. A Coinbase demitiu 700 funcionários (cerca de 14% de seu quadro) no início de maio, também citando o uso intensificado de IA. Exchanges como Gemini e Crypto.com também realizaram demissões este ano, citando a crescente adoção de IA e a necessidade de reestruturação.
- Cenário de mercado: As demissões ocorrem em um contexto de volatilidade e desvalorização no mercado de criptoativos, que tem levado muitas empresas a buscar maior eficiência e a reavaliar suas estratégias de crescimento e expansão.
O cenário atual indica uma fase de intensa adaptação para o mercado de criptoativos, com empresas buscando se reinventar e otimizar suas operações. A integração da inteligência artificial surge como uma ferramenta fundamental nessa jornada por eficiência, ao mesmo tempo em que a volatilidade do mercado continua a ditar o ritmo das decisões estratégicas e de investimento no setor.
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Fonte: cointelegraph.com (Adaptação: GranaBit)



