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Cripto: SBI, Rakuten, Nomura preparam fundos de investimento no Japão.

17/05/2026 4 min GranaBit - Redação feita por IA

Explicado em 3 pontos

  • Grandes corretoras japonesas estão se preparando para democratizar o acesso a criptoativos para investidores de varejo, planejando o lançamento de fundos de investimento em...
  • Nomes como SBI Securities e Rakuten Securities já desenvolvem produtos internamente, enquanto outras gigantes como Nomura e Daiwa aguardam a finalização de um novo...
  • A iniciativa representa um movimento estratégico para integrar as criptomoedas ao mercado financeiro tradicional do Japão.

Grandes corretoras japonesas estão se preparando para democratizar o acesso a criptoativos para investidores de varejo, planejando o lançamento de fundos de investimento em moedas digitais. Nomes como SBI Securities e Rakuten Securities já desenvolvem produtos internamente, enquanto outras gigantes como Nomura e Daiwa aguardam a finalização de um novo arcabouço regulatório.

A iniciativa representa um movimento estratégico para integrar as criptomoedas ao mercado financeiro tradicional do Japão. A SBI Securities, por exemplo, pretende comercializar fundos desenvolvidos por sua subsidiária, SBI Global Asset Management. Os produtos incluirão tanto ETFs (fundos de índice negociados em bolsa) quanto fundos de investimento focados em ativos de alta liquidez, como Bitcoin e Ethereum, com a empresa gerenciando todo o processo, desde a criação até a distribuição, conforme reportado pelo Nikkei no último domingo.

De forma similar, a Rakuten Securities colabora com a Rakuten Investment Management para criar produtos que poderão ser negociados diretamente por meio de aplicativos de smartphone. Este cenário sinaliza uma mudança profunda na forma como os japoneses comuns interagem com o universo cripto. Atualmente, a aquisição de ativos digitais exige a abertura de contas em exchanges especializadas ou a configuração de carteiras digitais. Com a introdução dos fundos de investimento, a exposição a criptoativos será possível por meio de contas de valores mobiliários já existentes, eliminando uma barreira significativa para a participação do varejo.

Entenda o movimento

  • Expansão do acesso a criptoativos: O que está acontecendo é um esforço conjunto de grandes instituições financeiras japonesas para oferecer veículos de investimento em criptomoedas. Isso inclui a criação de fundos e ETFs que replicam o desempenho de ativos digitais como Bitcoin e Ethereum, tornando-os acessíveis através de plataformas de investimento tradicionais.
  • Impacto no mercado e setor: A principal consequência será a facilitação do investimento em criptoativos para o público de varejo no Japão. Ao invés de lidar com a complexidade das exchanges e carteiras, os investidores poderão adicionar cripto em suas carteiras de investimento convencionais. Este movimento pode impulsionar o volume de capital investido em criptomoedas no país e validar ainda mais a classe de ativos no cenário financeiro nipônico.
  • Relação com o cenário regulatório: Esta ofensiva do mercado ocorre em paralelo a importantes avanços regulatórios. A Agência de Serviços Financeiros (FSA) do Japão está trabalhando para revisar a ordem de execução da Lei de Fundos de Investimento até 2028, com o objetivo de incluir formalmente as criptomoedas na lista de ativos que fundos de investimento podem deter. Além disso, no mês passado, o Japão reclassificou oficialmente os criptoativos como instrumentos financeiros sob uma versão revisada da Lei de Instrumentos Financeiros e Câmbio, alinhando-os com as regras aplicadas a ações e títulos. Essa legislação, se aprovada na atual sessão parlamentar, deve entrar em vigor no ano fiscal de 2027. O país também avalia a possibilidade de permitir ETFs de criptoativos à vista já em 2028, com SBI Holdings e Nomura Holdings entre os primeiros a desenvolverem tais produtos. A SBI Holdings, inclusive, já delineou planos para um ETF duplo de Bitcoin-XRP e um ETF de ouro-cripto, aguardando aprovação regulatória.

No universo das grandes corporações, a Nomura e a Daiwa já anunciaram intenções de desenvolver fundos de investimento em criptoativos dentro de seus respectivos grupos. O SMBC Group, que engloba a SMBC Nikko, montou uma força-tarefa intergrupal para avaliar suas opções, enquanto a Asset Management One, do Mizuho Financial Group, iniciou explorações preliminares. Este cenário indica uma preparação robusta e coordenada do setor financeiro japonês para uma integração mais profunda dos ativos digitais, aguardando apenas o desdobramento e a consolidação das diretrizes regulatórias que darão a segurança jurídica necessária para a expansão dessas ofertas.

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Fonte: cointelegraph.com (Adaptação: GranaBit)