O Bitcoin (BTC) experimentou um início de semana volátil nos mercados de Wall Street, oscilando perto da marca de R$ 480.000 (US$ 80.000), impulsionado por novos desdobramentos da tensão entre Estados Unidos e Irã que agitaram os ativos de risco globais.
A criptomoeda, que já vinha buscando uma recuperação, viu a incerteza geopolítica injetar instabilidade, transformando o patamar dos R$ 480.000 em um ponto de forte disputa entre compradores e vendedores, conforme dados da TradingView. Enquanto o Bitcoin tentava se firmar, os mercados tradicionais também sentiam o peso da escalada. Notícias de um ataque do Irã a uma instalação petrolífera nos Emirados Árabes Unidos fizeram os preços do petróleo dispararem, colocando pressão sobre as bolsas americanas.
O barril de petróleo WTI (West Texas Intermediate) avançou mais de 5%, ultrapassando R$ 630 (US$ 105), enquanto o Brent alcançou R$ 714 (US$ 119), aproximando-se de seus maiores níveis em quase três anos. Esse cenário global de incerteza e alta do petróleo reflete diretamente nos ativos de risco, como o Bitcoin, que se torna sensível a movimentos de aversão ou busca por risco.
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Entenda o movimento
- Tensão Geopolítica: A instabilidade no Oriente Médio, com os eventos envolvendo Irã e Emirados Árabes Unidos, gerou uma onda de aversão ao risco global. Essa dinâmica pressionou o mercado de ações dos EUA e elevou os preços do petróleo, impactando, por tabela, a volatilidade do Bitcoin.
- Lacunas nos Futuros da CME: Analistas apontam para a lacuna de futuros (CME futures gap), uma diferença entre o preço de fechamento de sexta-feira e o preço de abertura de segunda-feira nos contratos de futuros de Bitcoin na CME Group, como um alvo crucial. Há uma lacuna semi-preenchida e outra maior, próxima de R$ 504.000 (US$ 84.000), que muitos traders veem como “ímãs” que o preço do BTC tende a preencher, atuando como zonas de resistência ou suporte.
- Posicionamento de Holders de Curto Prazo: A plataforma de análise on-chain CryptoQuant destaca que os investidores de curto prazo (Short-Term Holders), que mantêm Bitcoin por até seis meses, estão se aproximando do ponto de equilíbrio de seus prejuízos não realizados. O preço médio de custo agregado desses investidores é um nível-chave: um fechamento diário acima de R$ 489.000 (US$ 81.500) poderia transformar essa resistência em suporte, abrindo caminho para R$ 522.000 a R$ 552.000 (US$ 87.000-92.000). Caso contrário, uma falha pode levar a um teste do preço médio de custo do “dinheiro novo” (new money realized price) perto de R$ 459.000 (US$ 76.500).
A trading company QCP Capital descreveu a situação com o Irã como “fluida”, observando que, por enquanto, os mercados parecem precificar uma desescalada, mas esse cálculo pode mudar rapidamente. Para o Bitcoin, a lacuna de futuros da CME continua sendo um ponto focal para os compradores superarem, como indicou o trader Daan Crypto Trades em uma postagem no X: “É bom marcar esses níveis em seu gráfico, pois eles podem atuar como um ‘ímã’ e zonas de reversão local se o preço negociar perto/dentro deles”. Enquanto isso, os investidores de longo prazo, que mantêm a criptomoeda por mais tempo, mostram-se resilientes, mantendo uma média de 27% de perdas não realizadas sem grandes sinais de movimentação, conforme apontado pela CryptoQuant. O cenário atual indica uma cautelosa tentativa de recuperação, com os olhos do mercado voltados para os próximos movimentos geopolíticos e o desempenho do Bitcoin nos níveis de preço críticos.
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Fonte: cointelegraph.com (Adaptação: GranaBit)



