A Bitwise Asset Management acaba de lançar um produto negociado em bolsa (ETP) de Avalanche à vista, o BAVA, permitindo que investidores obtenham exposição direta ao token AVAX com um diferencial importante: parte dos ativos será alocada em staking (ato de “depositar” criptomoedas para validar transações e ganhar recompensas) para gerar rendimentos adicionais. A estreia na NYSE aconteceu nesta quarta-feira, marcando um novo passo na institucionalização de criptoativos.
O ETP, negociado sob o ticker BAVA, fechou o primeiro dia de operações em alta de aproximadamente 1,5%, cotado a US$ 25,50, ou cerca de R$ 153,00, de acordo com dados do Yahoo Finance. O token Avalanche (AVAX), por sua vez, era negociado a US$ 9,52 (R$ 57,12), registrando valorização de 1,8% no mesmo período, segundo o CoinMarketCap. A Bitwise planeja colocar aproximadamente 70% de suas holdings de AVAX em staking por meio de sua infraestrutura interna, a Bitwise Onchain Solutions, mantendo uma reserva de liquidez de cerca de 30% para atender a resgates e outras necessidades operacionais. Essa estratégia visa maximizar os rendimentos para os acionistas, que receberão periodicamente os rendimentos líquidos do investimento, incluindo as recompensas do staking, que estavam em torno de 5,4% ao ano em meados de abril, conforme o comunicado de lançamento.
O produto, que detém AVAX diretamente, terá uma taxa de patrocínio de 0,34%, com uma isenção temporária para 0% no primeiro mês para os primeiros US$ 500 milhões (R$ 3 bilhões) em ativos sob gestão. O lançamento do BAVA acontece em um momento de crescente interesse em Avalanche (AVAX), uma blockchain de Camada 1 (Layer-1) conhecida por sua alta capacidade de processamento e baixa latência. A rede tem sido amplamente utilizada em iniciativas de tokenização e projetos empresariais, incluindo parcerias com a FIFA, esforços estaduais de stablecoins no Wyoming (EUA), e projetos de grandes empresas como Toyota e gestoras de ativos como a BlackRock. Na semana passada, inclusive, a Nasdaq apresentou um pedido à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para listar as ações do VanEck Avalanche Trust, um ETF proposto para fornecer exposição ao AVAX sob as regras de fundos fiduciários baseados em commodities. Além disso, o CME Group, importante bolsa de derivativos, também expandiu sua oferta de futuros de criptoativos para incluir Avalanche e Sui.
Entenda o movimento
- Institucionalização avança além do Bitcoin: O lançamento do ETP de Avalanche pela Bitwise, com o diferencial de incluir o staking para geração de rendimentos, demonstra o amadurecimento do mercado de criptoativos e a busca por produtos financeiros que ofereçam exposição a altcoins de forma regulamentada. Isso sinaliza que o interesse institucional, antes focado majoritariamente no Bitcoin, está se expandindo para outros projetos com fundamentos sólidos e casos de uso claros.
- Criptoativos como parte de estratégias de portfólio: A inclusão do staking como parte da estratégia do ETP reflete uma tendência de incorporar as características nativas das blockchains de Prova de Participação (Proof-of-Stake) em produtos financeiros tradicionais. Isso permite que investidores não apenas se beneficiem da valorização do ativo, mas também gerem renda passiva, tornando a exposição mais atrativa.
- Aumento da acumulação de Bitcoin: O movimento em torno do Avalanche se insere em um contexto mais amplo de crescente acumulação de Bitcoin por fundos negociados em bolsa (ETFs) e empresas de capital aberto. Dados indicam que ETFs de Bitcoin já detêm mais de 1,29 milhão de BTC, ou cerca de 6% do fornecimento circulante, enquanto empresas públicas acumulam outros 1,17 milhão de BTC. Juntos, esses players respondem por aproximadamente 12% da oferta total de Bitcoin. Entre os destaques, o iShares Bitcoin Trust da BlackRock detém cerca de 791 mil BTC (3,8% da oferta total), e a MicroStrategy, liderada por Michael Saylor, possui 780.897 Bitcoins, ou cerca de 4% do total. Até mesmo governos, como os Estados Unidos (com cerca de 328 mil BTC), China e Reino Unido, juntos, controlam aproximadamente 3% da oferta circulante da criptomoeda.
A entrada de players financeiros tradicionais no espaço cripto não se limita a fundos de gestão de ativos. Bancos como Morgan Stanley e Goldman Sachs também estão se movimentando. O Morgan Stanley Bitcoin Trust (MSBT), o primeiro ETF de Bitcoin à vista oferecido por um banco dos EUA, registrou mais de US$ 30,6 milhões (R$ 183,6 milhões) em entradas e US$ 34 milhões (R$ 204 milhões) em volume no seu dia de estreia. Já o Goldman Sachs protocolou um pedido na SEC para lançar um ETF ligado ao Bitcoin, projetado para gerar renda e limitar a exposição à volatilidade da criptomoeda através de uma estratégia de opções. Enquanto o Bitcoin (BTC) se recupera de uma queda em relação ao seu pico de US$ 126.000 (R$ 756.000) em outubro, sendo negociado em torno de US$ 75.100 (R$ 450.600), o mercado de criptoativos continua a atrair a atenção de grandes instituições, solidificando sua posição no cenário financeiro global.
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Fonte: cointelegraph.com (Adaptação: GranaBit)
