O fundador da Zcash, Zooko Wilcox, anunciou que uma auditoria de segurança realizada pelo modelo de inteligência artificial (IA) Claude Mythos, da Anthropic, não encontrou vulnerabilidades graves no protocolo da criptomoeda focada em privacidade. O teste foi solicitado pela Shielded Labs, uma organização suíça que apoia o desenvolvimento da Zcash, após um incidente recente.
Em uma publicação no X (antigo Twitter) no último sábado, Wilcox detalhou que a análise da IA “não encontrou nenhum bug mais grave” no sistema da Zcash. Este anúncio ocorre pouco tempo depois de os desenvolvedores da Zcash terem suspendido temporariamente, em 3 de junho, as transações do “Orchard” (seu pool blindado), devido à descoberta de uma falha. A funcionalidade, no entanto, foi restabelecida no mesmo dia, por meio de uma atualização de emergência.
A vulnerabilidade em questão era um bug de falsificação, com cerca de quatro anos de existência, no pool blindado Orchard. A falha foi identificada pelo pesquisador de segurança Taylor Hornby, que também utilizou o modelo Claude Opus 4.8 da Anthropic em sua investigação. A Zcash Foundation afirmou que não havia evidências de que a vulnerabilidade tivesse sido explorada, nem foi detectada qualquer criação não autorizada de valor, e a privacidade dos usuários permaneceu intacta.
Entenda o movimento
- O anúncio de Zooko Wilcox reforça a confiança na segurança da Zcash após o incidente de junho, sugerindo que o protocolo está robusto contra as falhas mais críticas, conforme avaliado por uma IA avançada.
- A utilização de modelos de IA para auditorias de segurança destaca o papel crescente da tecnologia na detecção de vulnerabilidades em projetos de criptomoedas, ao mesmo tempo em que a Anthropic lançou e suspendeu rapidamente o acesso público ao seu modelo Claude Mythos 5 e Fable 5, citando diretrizes de controle de exportação do governo dos EUA por questões de segurança nacional.
- Especialistas na área têm alertado para um possível “apocalipse de vulnerabilidades” impulsionado pela proliferação de modelos de IA, que poderiam tanto identificar quanto ser utilizados para explorar falhas. Mitchell Amador, CEO da plataforma de recompensas por bugs Immunefi, comentou que isso tem alimentado o ressurgimento de ataques em finanças descentralizadas (DeFi).
- Dados da DefiLlama indicam que os hacks de criptomoedas atingiram R$ 3,17 bilhões (cerca de US$ 634 milhões) em abril, marcando o maior valor mensal desde o ataque à Bybit, que resultou em aproximadamente R$ 7 bilhões (cerca de US$ 1,4 bilhão) em perdas em fevereiro de 2025 (dado de acordo com a fonte).
O cenário atual sublinha o dilema da inteligência artificial no setor de segurança cibernética de criptoativos: enquanto a IA oferece ferramentas poderosas para fortalecer as defesas, sua capacidade avançada também levanta preocupações significativas sobre o uso por agentes mal-intencionados. Este equilíbrio delicado continua a ser um foco central para desenvolvedores e empresas de segurança em todo o ecossistema Web3.
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Fonte: cointelegraph.com (Adaptação: GranaBit)



