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Silvergate: Ex-diretor esclarece acordo com a SEC

21/05/2026 5 min GranaBit - Redação feita por IA

Explicado em 3 pontos

  • A ex-diretora de risco do Silvergate, Kate Fraher, revelou que decidiu fazer um acordo com a agência reguladora de valores mobiliários dos EUA em...
  • Ela era acusada de enganar investidores sobre as regras de combate à lavagem de dinheiro e a forma como o banco monitorava clientes de...
  • Em suas primeiras declarações públicas sobre o acordo com a SEC (Securities and Exchange Commission), feitas na última quarta-feira, Fraher afirmou que nenhuma agência...

A ex-diretora de risco do Silvergate, Kate Fraher, revelou que decidiu fazer um acordo com a agência reguladora de valores mobiliários dos EUA em 2024 para evitar uma “batalha judicial de vários anos”. Ela era acusada de enganar investidores sobre as regras de combate à lavagem de dinheiro e a forma como o banco monitorava clientes de criptomoedas.

Em suas primeiras declarações públicas sobre o acordo com a SEC (Securities and Exchange Commission), feitas na última quarta-feira, Fraher afirmou que nenhuma agência financeira provou a falha dos controles antilavagem de dinheiro (AML) do Silvergate. Segundo ela, a opção pelo acordo visava apenas “seguir em frente” com sua vida. Como parte da negociação, a ex-executiva aceitou uma multa civil de R$ 1,25 milhão (equivalente a US$ 250.000) e foi proibida de atuar como executiva ou membro de conselho de empresas por cinco anos.

“O processo em si é projetado para aplicar pressão máxima, e os custos humanos são reais. Fui pessoalmente ‘desbancarizada’ e tive linhas de crédito sumariamente encerradas – uma tática agressiva usada para desorganizar a vida diária e forçar a conformidade”, desabafou Fraher. Os comentários adicionam uma nova camada de entendimento às circunstâncias que cercaram o encerramento voluntário do Silvergate, um banco focado em cripto que fechou as portas após o colapso da FTX. A ex-diretora explicou que sua capacidade de comentar o caso surgiu depois que a SEC rescindiu, na última segunda-feira, a antiga “regra da mordaça” (gag rule), que impedia que pessoas que firmavam acordos com a agência se manifestassem publicamente.

Fonte: Kate Fraher

Fraher contestou a narrativa de que o encerramento do banco se deu por uma “corrida bancária” (deposit run) ou pela volatilidade do mercado após o colapso da FTX em novembro de 2022, embora o Silvergate tenha, de fato, sofrido uma corrida de depósitos de cerca de 70%. Em vez disso, a ex-executiva declarou que a empresa optou por encerrar as atividades porque a “pressão administrativa e regulatória mais ampla imposta à indústria de ativos digitais tornou impossível operar um negócio viável”.

Muitos especialistas do setor cripto rotularam essa situação como “Operação Chokepoint 2.0”, um plano não oficialmente confirmado pelo qual reguladores financeiros dos EUA supostamente cortaram serviços bancários para empresas de cripto, visando restringir sua capacidade de operar dentro do sistema financeiro tradicional. O Silvergate não foi o único banco amigo das criptomoedas afetado por essas medidas rigorosas, que se intensificaram após a falência da FTX no final de 2022. O Signature Bank e o Silicon Valley Bank (SVB) também fecharam no início de 2023, em parte devido a corridas de depósitos, estresse de liquidez e efeitos de contágio ligados à FTX e a diversas plataformas de empréstimo cripto que faliram em 2022. No entanto, Fraher afirmou que, no início de 2023, o Silvergate já havia superado o impacto do colapso da FTX, reestruturando o negócio com “níveis de capital apropriados” e uma “força de trabalho ajustada” para continuar as operações de forma segura.

Entenda o movimento

  • Acordo e revelações da ex-executiva: Kate Fraher, ex-diretora de risco do Silvergate, fez um acordo com a SEC, pagando R$ 1,25 milhão e aceitando um banimento de cinco anos. Ela alega que a decisão foi para evitar uma longa batalha judicial, apesar de não haver provas de falhas nos controles AML do banco. Sua fala é a primeira desde o acordo e ocorre após a SEC revogar a “regra da mordaça”.
  • Contexto do impacto no setor: As declarações de Fraher oferecem uma perspectiva interna sobre o fechamento do Silvergate e a intensa pressão regulatória que o mercado de criptoativos enfrentou nos EUA. Seu relato pessoal sobre ser “desbancarizada” ilustra as dificuldades enfrentadas por indivíduos envolvidos em investigações regulatórias.
  • Relação com eventos e tendências: A narrativa de Fraher contrasta com a visão de que o Silvergate teria sido vítima de uma corrida bancária pós-FTX. Ela atribui o fim do banco à “pressão administrativa e regulatória”, ecoando a teoria da “Operação Chokepoint 2.0”. Isso contextualiza o período de instabilidade em 2022 e 2023, que também afetou outros grandes players como Signature Bank e SVB, mostrando como a fiscalização se tornou mais severa após o colapso de grandes empresas cripto.

Apesar da penalidade, Fraher elogiou a atual liderança da SEC, comandada por Paul Atkins, por encerrar a “regra da mordaça”, que ela classificou como uma “política inconstitucional”. “Fico feliz que o direito de falar a verdade tenha sido finalmente restaurado”, disse ela, acrescentando que é fundamental continuar discutindo o “custo profissional e pessoal de longo prazo” imposto a indivíduos pela regulamentação via aplicação da lei. A situação do Silvergate e as declarações de sua ex-executiva ressaltam o debate contínuo sobre o equilíbrio entre a necessidade de supervisão regulatória e a promoção da inovação e viabilidade dos negócios no crescente ecossistema dos ativos digitais.

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Fonte: cointelegraph.com (Adaptação: GranaBit)