Salve, galera do GranaBit! Quem fala aqui é seu especialista em reviews de tecnologia, pronto para mergulhar fundo em mais uma análise. Hoje, a estrela do nosso show é um jogo que está fazendo uma verdadeira bagunça (no bom sentido!) no cenário indie: Dogpile. Preparem-se para a fofura, o caos e uma dose estratégica inspirada em alguns dos maiores sucessos recentes.
Um dia, historiadores dos games farão um estudo aprofundado sobre o impacto de Balatro na indústria. De como ele redefiniu o que um “roguelike” de construção de baralhos pode ser, adicionando sistemas complexos a jogos que, na superfície, parecem simples. Até que esse dia chegue, eu vou estar jogando Dogpile.
Dogpile é um deckbuilding match-3 roguelike — sim, uma sopa de letrinhas, mas confia em mim, faz sentido! Ele pega a essência dos jogos de fusão como o viciante Suika Game e joga uma pitada de Balatro na mistura. O resultado é um game adorável e super “cozy” (aconchegante, sabe?), tanto no gênero quanto na vibração, que apela tanto para o meu lado que ama ver números crescendo quanto para o meu lado “louco dos cachorros”.
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Design: A Física da Fofura Canina
A premissa é simples, mas deliciosamente caótica: você derruba cachorros idênticos uns sobre os outros para criar cães maiores, que te recompensam com pontos para avançar de nível. A menor unidade canina é um Chihuahua; dois Chihuahuas se fundem para formar um Pomeranian (ou, pelo menos, é o que me parece), e assim por diante. Os cachorros vão se empilhando no campo de jogo, quase como em Tetris, e adivinhem? Se os cães transbordarem a tela, é game over.
Fusão de cães é a parte mais intuitiva do jogo, onde você tem o menor controle — tudo está sujeito aos caprichos da gravidade, da física e da trajetória. Mas é justamente aí que Dogpile se torna mais emocionante! Os cães em si são um charme, contorcidos em formas divertidas e confusas que, às vezes, revelam até um rabinho ou outro (sim, você leu certo!). A introdução de modificadores, como deixar os cães saltitantes ou magnéticos, adiciona um componente físico interessantíssimo ao jogo. Dogpile é um match-3 com a vibe de Tetris, sim, mas construído com um physics engine robusto (motor de física, responsável por simular como objetos interagem no ambiente).
Pode parecer bobo, tipo “bebê distraído por chaves balançando”, dizer que ver um Pug grudando em outro Pug para formar um Dachshund é uma ação de gameplay digna de destaque no ano da graça de 2025. Mas o pequeno faz isso com um “pop” satisfatório, acompanhado por um “au!” fofo, que, como diria Benoit Blanc, é algo irresistível.
Performance: Estratégia Canina e o DNA de Balatro
Embora o jogo não tenha nada a ver com pôquer, o DNA de Balatro corre por suas veias. Assim como em Balatro, a cada rodada você recebe uma mão de um deck de cartas (baralho de cartas) onde os cachorros são os naipes. E também como em Balatro, você ganha dinheiro (do jogo, calma, não tem microtransações!) para gastar modificando seu baralho com mais cartas e tags (etiquetas ou atributos especiais) que funcionam de forma similar aos coringas de Balatro. Por US$ 15 (em conversão direta, sem impostos, isso seria uns R$ 90,00 mas lembrem-se, é dinheiro de jogo!) você pode comprar uma carta de Chow Chow ou uma tag que faz certos cães girarem no lugar para agitar a pilha e criar mais oportunidades de fusão.
Quando você vence uma rodada, visita o “salão de beleza” canino, onde pode modificar as cartas de cães diretamente. Pode dar a um cão traços positivos como “amigável”, fazendo com que ele seja magneticamente atraído por seus parceiros. Ou pode “lavar” traços negativos como “pulgas”, que anulam quaisquer traços positivos que uma carta possa ter.
Construir seu baralho de cães cheio de synergies (sinergias, combinações de elementos que potencializam uns aos outros) para aumentar seus pontos é onde Dogpile mais se assemelha a Balatro e onde a maior parte do seu pensamento estratégico entra em jogo. Eu particularmente adoro dar aos meus cães o traço “latidor”, que os faz perturbar a pilha com um latido quando são derrubados. Isso, combinado com a tag que concede pontos toda vez que um cão late, resulta em uma exibição deliciosamente satisfatória de medidores enchendo e sons de caixa registradora explodindo. É nesse ponto que a gente percebe como muitos desses Balatro-likes bem-intencionados e celebrados, sem querer, tocam na psicologia do vício em jogos de azar para nos prender. É um loop viciante e recompensador.
No entanto, devo admitir que Dogpile não me parece tão profundo. Não há desafios de chefes. Falhar em atingir o limite de pontos não encerra a rodada, mas te faz escolher entre um estoque de eventos ou traços negativos que são facilmente ignorados ou tão prejudiciais que você perde o jogo imediatamente. Ao contrário de Balatro, Dogpile não inspira a mesma sensação de possibilidades infinitas nos tipos de baralhos que você pode construir.
Conclusão: Um Roguelike Fofo, Mas Sem Grande Inovação
Dogpile não é o primeiro jogo a “complexificar” o humilde gênero match-3, e eu não sei se suas semelhanças com Balatro são intencionais ou não. O que me parece é que ele pega ideias emprestadas e as aplica de forma charmosa, mas sem realmente reinventar a roda. Não diria que é inovador no sentido de trazer algo totalmente inédito, mas a forma como ele mistura a física, o match-3 e o deckbuilding com a temática canina é, no mínimo, curiosa e envolvente.
Eu gosto de ver como os jogos podem empurrar a fórmula de Balatro para além do pôquer — especialmente se um cachorro estiver envolvido. E, sim, para a alegria geral da nação, você pode fazer carinho neles.
Dogpile já está disponível no Steam. Se você busca um jogo “cozy”, com um gameplay loop viciante e cães fofos caindo e se fundindo, pode ser a pedida perfeita para relaxar e testar suas habilidades estratégicas (e sua tolerância à fofura). Mas se aprofundidade e possibilidades infinitas à la Balatro são seu principal critério, talvez ele fique um pouco aquém. Ainda assim, vale a pena dar uma chance!
Até a próxima review, galera! Fiquem ligados no GranaBit para mais análises quentes do mundo da tecnologia e dos games!
Fonte: The Verge (Adaptado por GranaBit)



