Primeiras Impressões: O Google, aquele gigante que praticamente dita o tom da nossa vida digital, está mais uma vez sacudindo as coisas no quesito design. Em vez de um novo smartphone ou um aparelho de casa inteligente, o foco da vez é algo que vemos (e clicamos) dezenas de vezes ao dia: os ícones de seus aplicativos. Parece que, no final de 2025, a empresa começou a testar um novo visual com gradientes, e agora, essa repaginada está a caminho de uma leva ainda maior de apps, incluindo figurinhas carimbadas como Sheets, Slides e Keep.
Essa não é apenas uma mudança estética aleatória. Segundo informações que o 9to5Google conseguiu, o que está por trás dessa onda de cores e formas mais suaves é a intenção de refletir a crescente presença de recursos de inteligência artificial nos produtos Google. É uma tentativa de comunicar, visualmente, que seus apps estão mais espertos, mais fluidos e, quem sabe, mais “humanos” em sua interação.
Design e Construção
Se você se lembra da era dos ícones “chapados” e uniformes, que tentavam espremer todas as cores do logotipo do Google em um círculo, prepare-se para uma virada. O novo design é, no geral, muito mais suave e convidativo. Os cantos estão visivelmente mais arredondados, e os gradientes fazem uma transição delicada, indo de tons quase pastel até as cores primárias mais saturadas do Google. É um banho de loja que já vimos em ação no logotipo da letra “G” do Google, no Gemini, Fotos e Maps, e agora se espalha como um perfume agradável pelo resto da suíte.
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Essa linguagem visual mais “expressiva” se alinha com as tendências de design atuais, que buscam se afastar do minimalismo ultra-plano que dominou o final dos anos 2010 e início dos 2020. Os novos ícones são mais lúdicos, vibrantes e variados, abandonando aquela padronização rígida. Um bom exemplo é a mudança nos ícones de apps como Google Sheets, Slides, Forms, Sites e Keep, que se livram daquele visual de “folha de papel” em formato retrato. Muitos deles adotam layouts paisagem, algo muito mais lógico – afinal, quando foi a última vez que você viu uma apresentação de PowerPoint vertical?
Performance e Recursos Visuais
É importante ressaltar que, ao falar de ícones, não estamos avaliando um dispositivo físico. Portanto, termos como Display, Chipset, Refresh Rate ou SoC não se aplicam aqui. O “desempenho” que nos interessa é o visual: como essas novas imagens se comportam no ecossistema de apps e na percepção do usuário. E, nesse quesito, a maioria dos ícones parece ser um avanço significativo.
Eles são visualmente mais distintos, facilitando a identificação rápida, e frequentemente abraçam uma única cor dominante. Pense no Chat, que troca o contorno da bolha de fala de quatro cores por uma bolha verde com um sorriso dentro — um aceno nostálgico ao antigo ícone do Google Hangouts. Essa simplicidade focada, paradoxalmente, traz mais personalidade e clareza. A paleta de cores, com seus gradientes sutis, também permite que os ícones se destaquem melhor em diferentes planos de fundo e em Displays modernos, que conseguem exibir essa riqueza de detalhes com fidelidade.
Experiência no Uso
No dia a dia, a experiência de usar os apps do Google com esses novos ícones deve ser mais agradável. A fluidez visual é um ponto alto; a transição entre cores e as formas arredondadas conferem uma sensação de modernidade e leveza. Encontrar um aplicativo específico na sua tela inicial ou na gaveta de apps se torna um pouco mais fácil, já que a distinção visual aumentou, evitando a “mistura” de cores que às vezes tornava os ícones anteriores um pouco genéricos. A decisão de adotar layouts paisagem para apps de produtividade como Sheets e Slides faz total sentido e aprimora a coerência visual.
No entanto, nem tudo são flores. Há uma exceção notável que, em nossa opinião editorial (e que parece ecoar a do conteúdo original), parece ser um passo para trás: o ícone do Google Keep. Enquanto a maioria das repaginadas é bem-vinda, o novo Keep, bem, ele simplesmente “parece lixo” (usando a expressão original para dar o tom). É uma mancha em um portfólio que, de resto, apresenta melhorias consistentes. A inconsistência com o Keep mostra que, mesmo em um refresh de design, nem todo ícone consegue acertar o alvo.
Veredito GranaBit
O Google está, sem dúvida, em uma jornada de amadurecimento visual, afastando-se do “flat design” que já não diz muito e abraçando uma estética mais expressiva e cheia de personalidade. Essa mudança de ícones é mais do que uma simples “maquiagem”; é uma declaração. Sinaliza a integração de AI e busca tornar a interface mais convidativa e intuitiva. A maioria dos novos ícones é uma evolução bem-vinda, mais distinta e moderna, facilitando a vida do usuário e trazendo um frescor que já era necessário. No entanto, a falha grotesca no ícone do Keep mostra que até mesmo os gigantes podem errar feio em detalhes cruciais de design.
Para quem faz sentido? Para todos os usuários do ecossistema Google que buscam uma experiência visual mais coerente, moderna e que reflete as capacidades crescentes de seus aplicativos. É uma evolução incremental no que se refere à usabilidade e um passo importante na identidade visual da marca, apesar de um deslize isolado.
- Pontos positivos:
- Design mais suave, com cantos arredondados e gradientes elegantes.
- Maior distinção visual entre os ícones, facilitando a identificação.
- Alinhamento com tendências de design modernas (expressivo, vibrante).
- Mudança para layouts paisagem mais lógicos em apps de produtividade.
- Reflete a integração de funcionalidades de IA nos produtos.
- Pontos negativos:
- O ícone do Google Keep, em particular, é um “desastre” visual e destoa do restante.
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Fonte: The Verge (Adaptação: GranaBit)



