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2025: A IA Explosiva Que Colocou Gamers e Desenvolvedores Em Rota de Colisão!

24/12/2025 9 min GranaBit - Redação feita por IA

Explicado em 3 pontos

  • Sejam bem-vindos a mais uma análise aprofundada do mundo da tecnologia, direto da nossa redação.
  • Hoje, vamos mergulhar de cabeça em um tema que tem gerado burburinho, polêmica e muita expectativa no universo dos games: a IA Generativa.
  • A Ascensão da IA Generativa no Game Dev: Promessas e Realidade O ano de 2025 marcou, sem dúvida, a chegada da IA Generativa (aquela...

E aí, galera do GranaBit! Sejam bem-vindos a mais uma análise aprofundada do mundo da tecnologia, direto da nossa redação. Hoje, vamos mergulhar de cabeça em um tema que tem gerado burburinho, polêmica e muita expectativa no universo dos games: a IA Generativa. Segura a pipoca e vem com a gente!


A Ascensão da IA Generativa no Game Dev: Promessas e Realidade

O ano de 2025 marcou, sem dúvida, a chegada da IA Generativa (aquela tecnologia de inteligência artificial capaz de criar conteúdo original, como texto, imagens, áudio e vídeo, a partir de padrões aprendidos) com força total na indústria de videogames. De repente, ela está em todo lugar, desde os bastidores das gigantes do desenvolvimento até, para a surpresa de muitos, dentro dos próprios jogos que tanto amamos.

Enquanto CEOs de grandes estúdios, os famosos AAA studios (produtoras de jogos com orçamentos massivos, geralmente responsáveis por blockbusters), abraçam a IA como a próxima grande revolução, a galera da base, especialmente os desenvolvedores de indie games (jogos independentes, muitas vezes feitos por equipes pequenas com orçamentos mais modestos), está levantando a bandeira e criando formas de sinalizar que seus jogos são “gen-AI free”, ou seja, 100% feitos por humanos. É um choque de culturas, meus amigos!

A IA Generativa tomou o lugar dos NFTs (Non-Fungible Tokens, aqueles ativos digitais únicos que geraram um hype gigantesco) como a nova febre que as publishers estão perseguindo. Os entusiastas da IA juram de pés juntos que essa tecnologia será uma força democratizante no desenvolvimento de jogos. Afinal, a capacidade da gen AI de combinar imagens, texto, áudio e vídeo poderia encurtar os tempos de desenvolvimento e diminuir os orçamentos – resolvendo dois problemas crônicos da indústria. Várias produtoras de games já anunciaram parcerias estratégicas com empresas de IA, apostando suas fichas nesse futuro.

A Ubisoft, por exemplo, já tem tecnologia que gera pequenas frases de diálogo chamadas barks (linhas de diálogo curtas e repetitivas que os NPCs, ou “Non-Playable Characters” – personagens controlados pelo jogo –, soltam ao passar por eles ou em situações específicas). Além disso, eles desenvolveram NPCs (personagens não-jogáveis, ou seja, controlados pela inteligência artificial do jogo) com IA Generativa, permitindo que os jogadores conversem com eles de forma mais dinâmica. A EA se juntou à Stability AI, e a Microsoft está usando IA para analisar e até gerar gameplay. E não são só as parcerias oficiais: gigantes como Nexon, Krafton e Square Enix estão vocalmente a favor da gen AI, e isso é um sinal claro de que a maré está virando, ou pelo menos tentando virar.


IA em Ação: O Que Realmente Vimos Até Agora?

Até agora, a IA Generativa em jogos estava meio que relegada a protótipos ou a games menores e de qualidade duvidosa, daqueles que se perdem na avalanche de lançamentos anuais da Steam. Mas, em 2025, ela começou a pipocar nos maiores lançamentos do ano! ARC Raiders, um dos multiplayer shooters (jogos de tiro em primeira ou terceira pessoa focados em multiplayer) mais comentados, usou IA Generativa para os diálogos dos personagens. Call of Duty: Black Ops 7 (sim, C.O.D.!) veio com imagens geradas por IA. E até mesmo o Game of the Year (Jogo do Ano) de 2025, Clair Obscur: Expedition 33, apresentou algumas imagens geradas por IA antes de serem discretamente removidas após o burburinho.

A reação, tanto dos jogadores quanto dos desenvolvedores, foi bem mista. De modo geral, parece que a galera não curte ver IA Generativa nos jogos. Quando descobriram assets de IA em Anno 117: Pax Romana, a Ubisoft rapidamente alegou que eles “passaram despercebidos” na revisão e foram substituídos. Já a Activision, ao encontrar assets de IA em Black Ops 7, reconheceu o problema, mas decidiu mantê-los. A crítica especializada também ficou dividida. ARC Raiders recebeu notas baixas, com muitos reviewers citando explicitamente o uso de IA Generativa como motivo. Clair Obscur, por outro lado, foi elogiado quase universalmente, e o uso de IA, mesmo que temporário, mal foi mencionado. Estranho, não acham?

Parece que os desenvolvedores estão cientes da aversão do público à gen AI, mas não estão dispostos a se comprometer a não usá-la. Depois da descoberta dos assets em Black Ops 7, a Activision disse que usa a tecnologia para “empoderar” seus desenvolvedores, e não para substituí-los. Quando perguntaram sobre a presença de gen AI em Battlefield 6, a vice-presidente da EA, Rebecka Coutaz, chamou a tecnologia de “sedutora”, mas garantiu que não apareceria no produto final. Até Swen Vincke, CEO da Larian (a mente por trás do aclamado Baldur’s Gate 3), afirmou que a IA Generativa está sendo usada no próximo jogo do estúdio, Divinity, mas apenas para gerar conceitos e ideias. Tudo no jogo final, ele garante, será feito por humanos. E ele deu uma pista do porquê os game makers insistem em usar a tecnologia, apesar da reação negativa que geralmente recebem.

Em entrevista à Bloomberg, ele foi direto: “Esta é uma indústria impulsionada pela tecnologia, então você tenta coisas. Você não pode se dar ao luxo de não tentar, porque se alguém encontrar o ‘ovo de ouro’ e você não estiver usando, você está morto.” Uma visão bem pragmática, não acham?

O CEO da Nexon, Junghun Lee, reforçou esse ponto, dizendo que “é importante assumir que toda empresa de jogos agora está usando IA.” E é aí que mora o problema, meus caros. A gen AI ainda não parece ser o “ovo de ouro” que seus defensores querem que a gente acredite. No ano passado, a Keywords Studios, uma empresa de serviços de desenvolvimento de jogos, publicou um relatório sobre a criação de um jogo 2D usando apenas ferramentas de gen AI. Eles afirmaram que as ferramentas podem otimizar alguns processos, mas, no fim das contas, não podem substituir o trabalho do talento humano.

A gente só conseguiu descobrir a IA Generativa em Call of Duty e Pax Romana justamente por causa da baixa qualidade das imagens encontradas. Os diálogos dos NPCs interativos com IA da Ubisoft soam artificiais e engessados. Em Where Winds Meet, um MMORPG (Massively Multiplayer Online Role-Playing Game, um jogo de RPG online com milhares de jogadores simultâneos) chinês de artes marciais de 2025, os jogadores estão manipulando os chatbot NPCs (NPCs que usam tecnologia de chatbot para interagir por texto ou voz) para “quebrar” o jogo e pular missões secundárias, tipo quando a galera em Fortnite conseguiu fazer o Darth Vader com voz de IA soltar uns palavrões. Meio bizarro, né?


GranaBit Opina: IA no Gaming – Bolha ou Revolução?

Com todas as promessas não realizadas e os resultados até agora meio “meh”, é fácil pensar na IA Generativa como o próximo “flash in the pan” (modismo passageiro) dos games, assim como foram os NFTs. Mas por que ela está em todo lugar, então?

Bem, uma das razões é aquela vantagem competitiva que a IA poderia oferecer, mas que ainda não entrega, como Vincke mencionou. A outra razão é mais simples e brutal: a economia, meu amigo. Apesar da inflação, da confiança e gastos do consumidor em baixa e do desemprego em alta, o mercado de ações ainda está bombando, impulsionado por bilhões e bilhões de dólares sendo despejados em tecnologia de IA. As desenvolvedoras de jogos, sedentas por capital para manter seus negócios e lucros, querem uma fatia desse bolo. Anunciar iniciativas de IA e alardear o uso de ferramentas de IA – mesmo que elas tenham um impacto relativamente menor no produto final – pode ser uma maneira de sinalizar para investidores ávidos por IA que a empresa vale o investimento. Não há preços de produtos específicos em dólar mencionados no texto original para conversão direta, sem impostos, mas a magnitude do investimento é clara.

Isso explica por que a maioria dos defensores da gen AI no mundo dos games vem do alto escalão dos AAA studios, e não das produtoras indie, que, em sua maioria, abominam a tecnologia. Os indies enfrentam as mesmas pressões econômicas que os grandes estúdios, mas com muito menos recursos. Em tese, eles seriam os que mais se beneficiariam da tecnologia, mas, até agora, são seus maiores oponentes. Eles estão resistindo à ideia de que a gen AI está em toda parte e sendo usada por todos, e muitos estão marcando seus jogos com logos anti-IA, proclamando que seus games foram feitos inteiramente por humanos.

Para alguns desenvolvedores indie, usar a gen AI desvirtua todo o propósito de criar jogos. O desafio de criar ideias e encontrar soluções para problemas de desenvolvimento – as coisas que a IA Generativa deveria automatizar – é uma grande parte do apelo de fazer games para eles. Há também implicações morais e ambientais para as quais os desenvolvedores independentes parecem especialmente sensíveis. Os resultados da IA Generativa são muitas vezes “costurados” a partir de corpos de trabalho existentes que foram usados sem consentimento ou compensação. Além disso, os AI data centers (grandes instalações que abrigam servidores de computador e equipamentos de rede, essenciais para o funcionamento da inteligência artificial) são notórios pelo alto consumo de energia e pela poluição das áreas circundantes, que frequentemente se concentram em comunidades de baixa renda e minorias.

No fim das contas, com suas promessas não cumpridas e produtos medíocres até agora, é fácil descartar a IA Generativa como o próximo “hype” que vai morrer na praia. Mas com as maiores empresas de jogos cada vez mais reportando seu uso, a gen AI vai continuar sendo um tópico controverso no desenvolvimento de games – até que a tecnologia melhore de verdade ou, assim como os NFTs, a bolha estoure de vez.

E você, gamer, o que acha dessa “invasão” da IA nos seus jogos favoritos? Deixa sua opinião nos comentários e não esquece de compartilhar essa análise com a galera!

Fonte: The Verge (Adaptado por GranaBit)